[em nome próprio] poeira dos dias: O Pôr do Sol
Nada… Tinha em tempos ouvido histórias de monstros marinhos, de peixes que encantavam, sereias e afins, tinha durante a sua curta meninice – que
cedo começou na faina – alimentado a sua imaginação com imagens de sangue suor e lágrimas, berros da proa à popa, gente que corria na coberta à procura de salvação de um tenebroso perigo qualquer enquanto vagas fustigavam as redes pendentes que baloiçavam a um ritmo louco enquanto o barco subia e descia, voando arritmias que voavam estômagos borda fora.
Tinha provado o sal e o Sol e as refeições a bordo curtidas em copos de vinho e bagaço para aquecer, a camaradagem que não se esquece, a mão que salva no instante da queda, os olhos já velhos que o afastavam rudemente da borda “tem calma rapaz, tens tempo para isto” e o mandavam para a camarata dormir um pouco, o cabaz que lhe era dado no fim da noite e que orgulhosamente levava à mãe.
Mas isto, isto era diferente.
Nada… Tinha em tempos ouvido histórias de monstros marinhos, de peixes que encantavam, sereias e afins, tinha durante a sua curta meninice – que
cedo começou na faina – alimentado a sua imaginação com imagens de sangue suor e lágrimas, berros da proa à popa, gente que corria na coberta à procura de salvação de um tenebroso perigo qualquer enquanto vagas fustigavam as redes pendentes que baloiçavam a um ritmo louco enquanto o barco subia e descia, voando arritmias que voavam estômagos borda fora.Tinha provado o sal e o Sol e as refeições a bordo curtidas em copos de vinho e bagaço para aquecer, a camaradagem que não se esquece, a mão que salva no instante da queda, os olhos já velhos que o afastavam rudemente da borda “tem calma rapaz, tens tempo para isto” e o mandavam para a camarata dormir um pouco, o cabaz que lhe era dado no fim da noite e que orgulhosamente levava à mãe.
Mas isto, isto era diferente.
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